Material comestível, seguro e livre de componentes animais;
Parceria de desenvolvimento
Novas áreas da indústria alimentícia, biomédica e cosmética, como as carnes cultivadas (produzidas em laboratório a partir de células animais), os alimentos/cosméticos estruturados (desenvolvidos para cumprir funções específicas) e os biomateriais, exigem estruturas capazes de organizar células e ingredientes de forma semelhante aos tecidos naturais. Essas estruturas, chamadas scaffolds, funcionam como um “andaime” onde as células crescem e se organizam. No entanto, os materiais atualmente utilizados apresentam limitações, como alto custo, origem animal com restrições éticas, falta de comestibilidade e desempenho inadequado em termos de textura e resistência.
Para superar esses desafios, pesquisadores da Unicamp desenvolveram um novo material biocompósito (material elaborado com dois ou mais componentes, sendo um deles de origem biológica) produzido a partir de nanocelulose bacteriana (um biopolímero gerado por bactérias) combinada com proteína vegetal de gergelim e alginato. Esse material é obtido por impressão 3D, o que permite controlar com precisão sua forma, porosidade e resistência. Em termos simples, trata-se de um “andaime” comestível e seguro, feito com matérias-primas renováveis, capaz de imitar a estrutura e a textura de tecidos naturais, como a carne.
As principais vantagens da tecnologia estão na sustentabilidade, versatilidade e desempenho do material. O biocompósito aproveita resíduos agroindustriais, como o bagaço de cana-de-açúcar, reduz custos e amplia as possibilidades de aplicação. Além disso, apresenta boa resistência mecânica, elasticidade e propriedades sensoriais adequadas, podendo ser usado tanto em alimentos inovadores quanto em produtos biomédicos.
Aplicações
O material pode ser aplicado em carnes cultivadas, alimentos funcionais, cosméticos, produtos veterinários e engenharia de tecidos.
Problema Solucionado
A tecnologia supera o problema da falta de materiais comestíveis, seguros e eficientes para servir de suporte estrutural em alimentos cultivados e biomateriais.
Vantagens
Material comestível, seguro e livre de componentes animais;
Produção ambientalmente sustentável, com reaproveitamento de resíduos agroindustriais;
Impressão 3D que garante controle estrutural, resistência e textura adequadas.
INVENTORES
Rosana Goldbeck Coelho
Faculdade de Eng. de Alimentos
Faculdade de Eng. de Alimentos
2166_BIOCOMPOSITO
Processo de produção de material biocompósito, material biocompósito obtido e seus usos
DEPOSITADA
ODS - ONU 2030
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